Afrânio Montemurro

Atel. (19)32427512

Pc Cerâmica: Poderia fazer uma introdução da sua pessoa?


Afrânio Montemurro
: Não tenho muita coisa à dizer, sou nascido em Campinas / SP, aonde sempre vive e trabalho e desde muito cedo me interessei por ¨artes¨.
No princípio pelas artes plásticas e posteriormente também pela cerâmica.


Pc Cerâmica: Qual foi seu Primeiro encontro consciente com a arte?


Afrânio Montemurro
: Como falei, desde muito cedo. Mas à partir da minha fase adulta, começei um trabalho mais aprofundado, procurando me formar através de cursos específicos e procurando também ver mostras de arte e principalmente participação em salões de artes, que considero muito importantes para a formação do artista.

Pc Cerâmica: Que originou seu desenvolvimento artístico?

Afrânio Montemurro: Acho que o interêsse pela arte veio comigo, pois nao tenho lembranças desde quando me interesso pelo assunto.


Pc Cerâmica: Que técnica usou para seus primeiros trabalhos?
Afrânio Montemurro
:


Pc Cerâmica: Por que escolheu a argila?

Afrânio Montemurro: A argila sempre interessou pela sua malhabilidade que possibilita a criação de peças utilitárias e as mais elaboradas esculturas.


Pc Cerâmica: Que tipo de argila prefere? Por que?

Afrânio Montemurro: não tenho preferência. Cada argila tem a sua peculiaridade.


Pc Cerâmica: Esmalte ou engobe, por que?

Afrânio Montemurro: Engobe, pois a meu ver, possibilita maior liberdade na criação.


Pc Cerâmica: Alta ou Baixa Temperatura, por que?

Afrânio Montemurro: Tanto uma como outra, não tenho preferência.
Cada uma, quando bem trabalhada e tratada nos dá um bom resultado.

Pc Cerâmica: Modelagem manual ou torno, por que?

Afrânio Montemurro: Modelagem manual, sem dúvida, pois possibilita a confecção de peças mais criativas, podendo explorar todas as possibilidades que o barro oferece. Gosto também da confecção de moldes para uso da barbotina.


Pc Cerâmica: Quanto tempo dedica-se à docência?

Afrânio Montemurro: Posso dizer que já vai para mais de 25 anos.


Pc Cerâmica: Na suas aulas você desenvolve algum tipo de técnica em forma mais detalhada?

Afrânio Montemurro: Gosto mais de desenvolver a técnica de aplicação dos engobes e dos barros coloridos.


Pc Cerâmica: Alguma dica para seus alunos?

Afrânio Montemurro: A dica que posso dar é a seguinte: trabalhe sempre com afinco e responsabilidade, e sobretudo, tenha muita paciência. É dessa conjunção de fatôres que teremos um bom resultado.


Caso queira, responda:


Pc Cerâmica: Que época e personagem da história você gosta mais?

Afrânio Montemurro: Me interesso sobretudo pela ¨idade média¨, donde vao surgir, não só, personagens interessantes e intrigantes, como também as maquinações políticas e sociais. Um certo ¨ar¨ selvagem ainda, mas com algum piso futuro. Enfim, uma época eletrizante.


Pc Cerâmica: Filme de sua vida? Uma leitura do filme.

Afrânio Montemurro: Não tenho somente um filme preferido. Mas me interesso bastante por toda a obra de ¨Federico Fellini¨.


Pc Cerâmica: Que tipo de música você gosta?

Afrânio Montemurro: Música é sempre música, sendo de boa qualidade, eu ¨traço¨


Pc Cerâmica: Você apoiaria um encontro anual de ceramistas em Campinas?

Afrânio Montemurro: Sim, acho que seria bem-vindo, pois contamos com um número expressivo de ceramistas na cidade.

Obrigado.

 

Cristina Rocha

Atel. (19)32584699

 

Pc Cerâmica: Poderia fazer uma introdução da sua pessoa?

Cristina Rocha:Eu me formei em odontologia, pois sempre gostei de trabalhar com as mãos e sobretudo de esculpir.
Hoje sou ceramista e dentista. Adoro as duas profissões e sempre falo que a odontologia faço para os outros e a cerâmica para mim. Gosto de brincar que se Alejadinho tivesse sido dentista ninguém conheceria as obras dele!!!!!!!!!!!!


Pc Cerâmica: Qual foi seu Primeiro encontro consciente com a arte?


Cristina Rocha
: Iniciei na cerâmica em 1976 com Heloisa Alvim e depois com Eva Ilg. Meu primeiro contato com argila foi apaixonante e inesquecível. Passei anos na universidade e totalmente absorvida por ela, mas chegou o tempo de fazer algo por puro prazer e retornei a cerâmica com toda paixão armazenada.

Pc Cerâmica: Que originou seu desenvolvimento artístico?


Cristina Rocha
:Acho que já nasci com as mãos nervosas querendo criar algo.
Cursos com vários ceramistas me enriqueceram muito.
O ultimo de torno manual com Shoku Suzuki foi um aprendizado não somente de cerâmica, de arte, mas de vida.


Pc Cerâmica: Que técnica usou para seus primeiros trabalhos?


Cristina Rocha
:Meu primeiro ateliê contava com um torno e um forno de Raku.
Sempre fui apaixonada pela cultura Japonesa e o Raku com suas surpresas realmente me cativou.
Passei anos somente com peças em Raku e depois me envolvi com outras queimas.
Em 2001 tive a oportunidade de fazer um curso de cerâmica japonesa e fiquei encantada com as queimas a lenha em forno Anagama ( de uma única câmara) , construí um logo após e passei a me dedicar a esse trabalho.
A alquimia dos esmaltes de cinza, confeccionados com o que temos no nosso jardim, também se tornaram uma paixão e a minha dedicação.
Hoje trabalho com essas técnicas juntamente com a pesquisa de esmaltes antigos que vem cativando a humanidade desde tempos remotos.


Pc Cerâmica: Por que escolheu a argila?


Cristina Rocha
:Adoro a plasticidade da argila, o contato direto com a terra e a possibilidade do retorno dela para a própria terra.
Trabalho também com vidro e cobre, mas são materiais duros e modelados com esforço o que me faz sempre voltar a argila.
Um mestre japonês me sugeriu fazer um violino de madeira. Achei a idéia estranha. Mas gostei do desafio.
Durante os longos períodos de queima no forno a lenha passei a esculpir um pedaço de madeira escolhido no meio da pilha de lenha.
Foi uma experiência muito boa!
Eu diria que esculpir de fora para dentro nos da uma dimensão diferente, mas mesmo assim é a argila o meu meio de comunicação.

Pc Cerâmica: Que tipo de argila prefere? Por que?


Cristina Rocha
:Adoraria preparar minha própria argila.
Uma pitada de caulim, uma xícara de feldspato e assim por diante.
Fui surpreendida no Japão com a experiência de passar o dia cavando um barranco aqui e ali colocar toda terra em sacos e carrega-los, para depois amassar com o pé , tirar as pedras grandes, amassar, amassar e ai tornear.
Tudo isso feito em um calor de 40 graus
Infelizmente, não tenho tempo para isso hoje, eu compro argilas do Paschoal de alta temperatura e trabalho com elas, mas adoro marombar e reciclar fazendo misturas para cada trabalho.


Pc Cerâmica: Esmalte ou engobe, por que?


Cristina Rocha
:Uso esmaltes e engobes, depende do resultado que quero obter e sobretudo gosto da combinação dos dois.
Quando faço figuras prefiro não ter muito brilho e utilizo engobes, mas já para os utilitários uso esmaltes de alta temperatura.
Adoro esmaltes de cinzas na alta temperatura e esmaltes metálicos no Rakú.
A maior parte dos esmaltes utilizados no ateliê são confeccionados no próprio ateliê e vem das cinzas obtidas das podas do meu jardim ou do forno a lenha.


Pc Cerâmica: Alta ou Baixa Temperatura, por que?


Cristina Rocha
:Gosto mais da alta temperatura.
Hoje minha pesquisa está voltada para esmaltes de cinzas de alta temperatura, esmaltes de cinza natural obtidos no Anagama, e uma pesquisa de esmaltes antigos.
Gosto mais das cores, e resistencia da alta temperatura.
No forno Anagama a possibilidade de ter esmaltes naturais vindos das cinzas da lenha e seu pincel ser o trajeto do fogo através das peças e algo muito mágico e nos dá outra dimensão de resultados.

Pc Cerâmica: Modelagem manual ou torno, por que?


Cristina Rocha
:Minha preferência é o torno.
Gosto até de fazer minhoquinhas no torno.
Não saberia dizer ao certo porque.
O torno manual é o que mais me cativa, mas no dia a dia utilizo o elétrico.


Pc Cerâmica: Quanto tempo dedica-se à docência?


Cristina Rocha
:Me dedico as aulas dois ou três períodos na semana.


Pc Cerâmica: Na suas aulas você desenvolve algum tipo de técnica em forma mais detalhada?


Cristina Rocha
:Eu trabalho em aula o que o aluno quer aprender.
Tenho alunos que me procuram para torno e ficamos somente torneando.
Há outros que querem estudar esmaltes ou tipos diferentes de queima, gosto de estudar junto com eles.


Pc Cerâmica: Alguma dica para seus alunos?


Cristina Rocha
:A cerâmica não tem limites, gosto dela pois podemos fazer um botão para uma roupa ou um monumento para uma praça.
Minha dica para os alunos é: procurem amar o imperfeito.
Este foi um dos maiores aprendizados que tive no Japão.
Nós sonhamos com um resultado e se o fogo o transforma muitas vezes desprezamos o que vemos esquecendo da essência da peça.
O contato com “Wabi-sabi “ me ajudou e ajuda muito, se vocês tiverem oportunidade de estudar acredito que é um tema de grande dimensão.


Caso queira, responda:


Pc Cerâmica: Que época e personagem da história você gosta mais?


Cristina Rocha
:Dentro da cerâmica adoro Beatrice Wood, Hamada, Hans Cooper Lucie Rie, Paul Soldner.....


Pc Cerâmica: Filme de sua vida? Uma leitura do filme.


Cristina Rocha
:Depois da chuva de Akira Kurosawa.
A viagem de Chihiro de Miyazaki.
E muitos outros.....


Pc Cerâmica: Que tipo de música você gosta?


Cristina Rocha
:Adoro música de todos os tipos.


Pc Cerâmica: Você apoiaria um encontro anual de ceramistas em Campinas?


Cristina Rocha
:Acho que precisamos de encontros periódicos, poderíamos estar nos reunindo para assistir um vídeo, uma palestra ou fazer uma queima.
Anos atrás tivemos Peter Callas e foi muito bom ter muitos ceramistas reunidos.
Em 2007 fui a SP no ateliê da Bia Camargo e tivemos um encontro muito gostoso.
Não precisamos de muita gente, mas de gente que queira compartilhar conhecimentos.


Obrigado.

 

NIL ROCHA

Atel. (19)32584466

 
Pc Cerâmica: Poderia fazer uma introdução da sua pessoa?

Nil Rocha: Meu nome é Nil Rocha, sou Paulistana com formação em administração de empresas, tendo cursado também artes plásticas na FAAP. Moro em Campinas desde 1987, onde iniciei minhas pesquisas em cerâmica de alta temperatura e raku.
Atualmente possuo um atelier em Sousas aonde ministro cursos de introdução e desenvolvimento em cerâmica e workshops em assuntos específicos. Minha pesquisa e atuação foi direcionada para o desenvolvimento da produção de uma linha de utilitários cujo foco principal são objetos para mesa, decoração de interiores e luminárias – pendentes e arandelas para áreas externas e internas.. Desenvolvo também produtos específicos para arquitetos, decoradores e paisagistas.


Pc Cerâmica: Qual foi seu Primeiro encontro consciente com a arte?

Nil Rocha: Quando eu era criança, meu avô possuía um ¨porão¨, onde era seu escritório e como ele gostava muito de pintura e de leitura possuía muitos quadros de bons pintores (principalmente de impressionistas) e livros. Me lembro que desde muito pequena ele me dava papel, lápis e tintas para eu ¨brincar¨. Me lembro que às vezes eu ficava observando aqueles quadros e ¨viajando¨ nas paisagens e objetos ali representados e desde cedo me questionava sobre qual teria sido a motivação do pintor.


Pc Cerâmica: Que originou seu desenvolvimento artístico?

Nil Rocha: Na adolescência gostaria de ter feito uma faculdade ligada às artes mas naquela época minha família ficou questionando - ¨arte não enche barriga minha fila, você precisa trabalhar ¨ e aí fui fazer administração de empresas e trabalhei na área durante muito tempo até que resolvi mudar de vida e viver num sítio, mais em contato com a natureza e uma vida mais simples. Foi neste espaço que construí um forno Anagama e comecei a fazer minhas primeiras pesquisas em materiais e processos cerâmicos – foi uma fase de auto didatismo até que comecei a fazer exposições em Campinas e região e abri meu próprio atelier em Sousas (Campinas) para poder dar aulas.


Pc Cerâmica: Que técnica usou para seus primeiros trabalhos?

Nil Rocha: Meus primeiros trabalhos em cerâmica foram utilitários em alta temperatura e objetos escultóricos que faziam parte de uma pesquisa de materiais (argilas de varias procedências em que misturava materiais orgânicos e minerais) e de esmaltes.


Pc Cerâmica: Por que escolheu a argila?

Nil Rocha: A argila é um material altamente plástico e o que mais permite uma integração intima com o artista.
Amassar o barro e transformá-lo nos transforma também interiormente.


Pc Cerâmica: Que tipo de argila prefere? Por que?

Nil Rocha: A maioria dos meus trabalhos são realizados com Grès (tipo de argila de alta temperatura) devido à sua plasticidade, cor e textura.

Pc Cerâmica: Esmalte ou engobe, por que?

Nil Rocha: Prefiro os esmaltes pois a maior parte do meu trabalho é de utilitários que necessitam de uma proteção de vidrados e apresentam uma melhor textura.


Pc Cerâmica: Alta ou Baixa Temperatura, por que?

Nil Rocha: Alta – devido à necessidade de impermeabilização das peças.


Pc Cerâmica: Modelagem manual ou torno, por que?

Nil Rocha: A modelagem manual apresenta mais possibilidades plásticas mas no processo de produção em uma escala maior, o torno apresenta-se mais vantajoso pela rapidez na reprodução.


Pc Cerâmica: Quanto tempo dedica-se à docência?

Nil Rocha: Ministro cursos regulares de introdução e desenvolvimento em cerâmica e workshops em raku e esmaltação há 14 anos.


Pc Cerâmica: Na suas aulas você desenvolve algum tipo de técnica em forma mais detalhada?

Nil Rocha: Como, pessoalmente, prefiro trabalhar com placas de argila, em minhas aulas privilegio este enfoque.


Pc Cerâmica: Alguma dica para seus alunos?

Nil Rocha: Sempre dou muitas dicas técnicas e sempre digo aos meus alunos que além da criação existe um mundo interior que a argila contempla e que deve ser investigado.

 

Caso queira, responda:


Pc Cerâmica: Que época e personagem da história você gosta mais?

Nil Rocha: Adoro os Gregos. Acredito que eles eram muito mais sábios do que nós em relação aos assuntos espirituais e em relação à natureza.


Pc Cerâmica: Filme de sua vida? Uma leitura do filme.

Nil Rocha: Adoro cinema mas não citaria nenhum. Cada um tem seu momento em relação ao mundo e a nós mesmos


Pc Cerâmica: Que tipo de música você gosta?

Nil Rocha: MPB, Instrumental, Jazz e Clássica.


Pc Cerâmica: Você apoiaria um encontro anual de ceramistas em Campinas?

Nil Rocha: Com certeza. Acho que a troca é cinérgica


Obrigado.

 
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